Mais um episódio da novela que se repete em Sesimbra: chegaram trinta imigrantes e, segundo alerta o criador de conteúdos Afonso Gonçalves no seu mais recente vídeo, esta é apenas a primeira leva — “em breve mais virão”. O vídeo, publicado no canal Desgoverno, junta-se a uma sequência de relatos que têm vindo da vila piscatória e que a comunicação social tradicional insiste em tratar como um não-assunto.
Enquanto os responsáveis políticos continuam a repetir o discurso de sempre sobre “solidariedade” e “acolhimento”, quem vive em Sesimbra vê o dia a dia mudar sem que ninguém lhe tenha perguntado nada. Não houve debate público, não houve consulta às autarquias, não houve sequer um plano explicado às famílias que ali residem. Decide-se em gabinete, em Lisboa ou em Bruxelas, e paga-se na província.
É este o padrão que a direita portuguesa há muito denuncia e que a esquerda, no poder ou a fazer de conta que fiscaliza o poder, prefere ignorar: uma política de fronteiras abertas, sem critério nem capacidade de resposta, empurrada goela abaixo a quem trabalha, paga impostos e vê os seus serviços públicos — saúde, escolas, segurança — cada vez mais esticados. “Em breve mais virão” não é alarmismo, é apenas a continuação lógica de uma política que nunca teve um travão.
O mais irónico é que quem avisa para estes riscos é sistematicamente apresentado como “extremista”, enquanto quem gere o país sem plano, sem números públicos e sem prestar contas continua a ser chamado de “moderado”. Sesimbra é hoje apenas o exemplo mais visível de um problema nacional: a imigração descontrolada gerida por decreto, sem qualquer avaliação séria do impacto nas comunidades locais.
Vale a pena ver o vídeo completo de Afonso Gonçalves, que retrata precisamente esse sentimento de quem vê a sua terra mudar sem ser ouvido:
Link direto: https://www.youtube.com/watch?v=2ld-6vn0MaQ
Enquanto o Governo não apresentar um plano sério e transparente para a imigração — com critérios, capacidade instalada e prestação de contas — Sesimbra não será caso único. Será só mais uma paragem no mesmo percurso.