Luís Montenegro queixa-se que já ninguém acredita nele: e a culpa é de quem?

Luís Montenegro queixa-se de que já ninguém acredita nele, mas a pergunta que fica é de quem é realmente a culpa. Veja o vídeo e deixe a sua opinião.

Porque é que já ninguém acredita nele

Há vídeos que dispensam grande introdução, porque dizem tudo no título. É o caso da mais recente publicação do canal Desgoverno, onde se mostra Luís Montenegro a queixar-se de que já ninguém acredita no que ele diz. Fica aqui o registo, para quem quiser ver com os próprios olhos:

Ligação directa: https://www.youtube.com/watch?v=mzWFcHzG1co

Convenhamos: quando um primeiro-ministro se lamenta em público da falta de crédito que lhe dão, o problema não é de comunicação. É de resultados. Aqui a coisa dói mais ao PSD do que a qualquer outro partido. Montenegro chegou ao poder a prometer uma rutura séria com os anos de gestão socialista. Prometeu menos Estado, mais responsabilidade, contas certas e combate efetivo à corrupção. O que se vê, dois anos depois, é uma governação que se acomodou confortavelmente à máquina que devia ter vindo desmontar.

Os portugueses não desconfiam de Montenegro por acaso ou por perversidade. Desconfiam porque já viram este filme. Promessas grandiosas em campanha, seguidas de uma governação morna. As reformas na fiscalidade, na função pública e na justiça ficam por fazer, com medo de desagradar aos interesses instalados. Um Governo dito de direita que gere como se estivesse refém da agenda socialista perde apoio. Não pode depois surpreender-se com a desconfiança de quem votou à espera de mudança.

Cada vez mais portugueses estão fartos de meias-medidas e de um “centrão” com medo da mudança. Olham com simpatia para alternativas que dizem as coisas como elas são. Falam da corrupção, da carga fiscal e da incapacidade crónica do Estado para gerir com competência. Se Montenegro está “magoado”, talvez a resposta não esteja em melhores discursos, mas em finalmente cumprir aquilo que prometeu.

Fica o vídeo do canal Desgoverno para reflexão de todos.

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