Rui Paulo Sousa arrasa socialista que quer ditar como as empresas devem trabalhar

Mais um episódio que expõe um dos maiores problemas da política económica portuguesa: a tentação constante da esquerda de querer regular, à distância de um gabinete, como as empresas privadas devem organizar o seu próprio trabalho. Desta vez foi Rui Paulo Sousa, do Chega, a responder com contundência a um socialista que defendia mais intervenção estatal sobre a gestão empresarial.

O argumento de fundo é simples e conhecido: quem nunca criou um posto de trabalho, quem nunca teve de pagar salários ao fim do mês mesmo em meses difíceis, quem nunca sentiu na pele o peso da burocracia e da carga fiscal portuguesa, dificilmente está em posição de ditar como deve funcionar uma empresa. E, no entanto, é exatamente esse o instinto de parte da esquerda portuguesa: mais regras, mais imposições, mais controlo sobre o setor privado, como se o Estado soubesse gerir negócios melhor do que quem arrisca o próprio capital todos os dias.

Esta lógica intervencionista tem um custo real: menos investimento, menos criação de emprego, mais empresas a fechar ou a mudar-se para fora do país à procura de ambientes mais favoráveis. Portugal já tem das economias mais reguladas e taxadas da Europa – o que falta não é mais Estado a dizer às empresas como trabalhar, mas menos burocracia, impostos mais baixos e liberdade para quem quer produzir, contratar e crescer.

A resposta de Rui Paulo Sousa capta bem a frustração de quem defende um modelo económico assente na liberdade e na responsabilidade individual, em vez de mais um capítulo do velho hábito socialista de querer gerir a vida dos outros a partir de Lisboa.

Vídeo original: https://www.youtube.com/watch?v=gC5V741lMmE

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