Vivemos tempos estranhos. Atuns e bacalhaus nos supermercados com alarmes. Sorteiam-se todas as semanas depósitos de combustíveis na rádio e o LIDL oferece casas num concurso para os seus clientes.
Tudo isto há uns anos eram bens essenciais a que todos nós tínhamos direito. Hoje, são luxos como se de grandes prémios valiosos se tratassem.
Pois bem, eu quero continuar a viver num mundo onde posso comer atum, comprar a minha própria casa e atestar o meu próprio carro. Porque tudo isto são direitos essenciais de qualquer ser humano.
E como jovem português , eu quero tanto tanto ficar aqui, na minha terra. Mas é difícil imaginar um futuro numa terra que me trata a mim e aos meus com este desrespeito.
Desculpem o desabafo.
De um jovem barreirense de 21 anos.