Leite Gordo vs. Leite Inteiro: A Palermice da Mudança de Nome
Portugal tem problemas sérios para resolver, mas parece que há quem prefira brincar com as palavras em vez de enfrentar a realidade. A última pérola? Decidiram que “leite gordo” é uma expressão muito agressiva para os tempos modernos. O coitado do leite podia estar a ficar ofendido, a precisar de terapia, talvez a desenvolver problemas de autoestima. Então, para evitar traumas à comunidade leiteira, toca de mudar o nome para “leite inteiro”.
É caso para perguntar: mas esta gente não tem mais nada que fazer?
O Verdadeiro Problema da Sociedade… o Nome do Leite!
Enquanto os portugueses lidam com salários que não chegam ao fim do mês, filas intermináveis no SNS e contas da luz que fazem suar mais do que um churrasco no Algarve em agosto, alguém decidiu que o real problema do país era o nome do leite. Claro, como é que ninguém viu isso antes? A grande injustiça social da nossa época: o leite estava a ser chamado de gordo sem o seu consentimento!
Pelos vistos, o leite inteiro sente-se mais respeitado. Mas e os leites magros? E o meio-gordo, será que agora se sente excluído? E o leite sem lactose, que já foi discriminado da vaca original? Será que vamos acabar com “leite com índice de gordura variável conforme a sua identidade nutricional”?
Custos Inúteis e Desperdício Garantido
Como se esta mudança já não fosse ridícula o suficiente, ainda há o detalhe maravilhoso de todo o desperdício que isto vai causar. As embalagens que já estão em circulação? Tudo para o lixo. Os supermercados que agora vão ter que alterar etiquetas, registos e afins? Mais custos. As empresas que vão gastar dinheiro com rebranding forçado? Despesa extra, que será – adivinhem! – repassada ao consumidor.
Mas calma! Talvez este seja o plano secreto para controlar o consumo de leite em Portugal. Aumenta-se os preços com burocracias inúteis e pronto, problema resolvido. Quem precisa de beber leite quando pode simplesmente pagar mais impostos?
Conclusão: Palermice de Primeira Categoria
Se há coisa que o nosso país faz bem, é inventar problemas onde não existem. Em vez de se preocuparem com os preços dos alimentos, com a qualidade dos serviços públicos ou com as reais dificuldades das famílias portuguesas, há sempre um iluminado que decide mexer no que está quieto.
E assim vai Portugal, o país onde os problemas sérios são ignorados e onde se combate a opressão… dos rótulos do leite.