Para a esquerda, o crescimento do Chega foi só sorte e não mérito

Para a esquerda, o crescimento do Chega foi só sorte e não mérito. É uma leitura que ignora o que os eleitores dizem. Olhamos para as razões reais da mudança de voto.

O crescimento do Chega não foi sorte

No novo vídeo do canal Desgoverno, analisamos uma explicação que se ouve muito à esquerda. A de que o crescimento do Chega foi apenas sorte e circunstância. E não resultado de mérito próprio ou de trabalho político.

Vídeo completo: https://www.youtube.com/watch?v=QqRJmBVaOlU

Sorte ou descontentamento?

É uma explicação confortável para quem não quer fazer autocrítica. Um partido que passa de um deputado para uma das maiores bancadas do Parlamento em poucos anos não cresce por acaso. O Chega cresce porque muitos portugueses se sentiram abandonados pelos partidos tradicionais. Encontraram quem falasse dos seus problemas. Impostos, salários, habitação, segurança e corrupção.

Chamar “sorte” a isso é desvalorizar o voto de centenas de milhares de eleitores. Como se estes não soubessem o que estão a fazer.

A esquerda devia perguntar porquê

Em vez de procurar desculpas, a esquerda faria melhor em perguntar porque é que tantos antigos eleitores seus mudaram de voto. A resposta pode não agradar, mas é por aí que passa qualquer análise séria.

Neste vídeo comentamos essa narrativa e o que ela revela sobre a forma como parte da política portuguesa olha para os eleitores.

Vejam o vídeo completo no canal Desgoverno e deixem a vossa opinião nos comentários. E força, Patriotas, que Portugal é nosso! 💚❤️🇵🇹

Mérito ou sorte?

Atribuir o crescimento de um partido à sorte é uma forma confortável de evitar perguntas difíceis. Se foi sorte, não é preciso analisar porque é que tantos eleitores mudaram o voto. Nem reconhecer que os partidos tradicionais falharam nas respostas. A verdade é que nenhum partido passa de um deputado para dezenas por acaso. Há temas que o Chega trouxe para o centro do debate e que outros evitavam: segurança, corrupção, imigração descontrolada, carga fiscal. Quem quiser disputar esses eleitores terá de os ouvir, em vez de os desvalorizar.

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