André Ventura manda António Costa “guardar a viola no saco”

Há momentos na política portuguesa que ficam para a história não pelo que resolvem, mas pelo que expõem. Um desses momentos está no vídeo que hoje trazemos do canal Desgoverno, onde André Ventura confronta António Costa de forma direta, sem rodeios e sem papas na língua — mandando, como diz o título, “guardar a viola no saco”.

O dia em que mandou guardar a viola no saco

Vale a pena ver: https://www.youtube.com/watch?v=uqcTIwTyDxo

O que este vídeo capta é, no fundo, o retrato de uma era: a do Partido Socialista instalado no poder durante anos, entre promessas de “estabilidade” e uma sucessão de episódios que, hoje, sabemos terem sido tudo menos límpidos. Quando o líder do Chega interpela o então primeiro-ministro, não está só a marcar pontos. Está a dizer em voz alta o que muitos pensavam em silêncio. A arrogância de quem manda há demasiado tempo tende a confundir-se com impunidade.

É por isso que estes confrontos parlamentares têm valor. Numa democracia saudável, o poder tem de ser incomodado, questionado e responsabilizado. Durante anos, foi essa a função que a oposição de direita assumiu, com Ventura à cabeça. Boa parte do sistema político e mediático preferiu olhar para o lado. Não é por acaso que o PS, depois de décadas no poder, deixou um rasto de casos. Muitos enchem hoje tribunais e comissões de inquérito, da Operação Influencer às ligações entre negócios e política. Chamar a isso “estabilidade” foi sempre um exagero generoso.

O mérito deste tipo de intervenção não está na teatralidade — está em recusar o verniz de normalidade com que certos políticos socialistas sempre tentaram embrulhar as suas décadas de poder. Enquanto uns preferem o silêncio complacente, outros preferem apontar o dedo a quem tem de ser apontado. E é essa a diferença essencial entre quem defende os portugueses e quem defende, acima de tudo, o próprio lugar.

Fica o vídeo, fica o momento, e fica a pergunta que continua atual: quantas “violas” ainda há para guardar?

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