Tentaram pôr Santana Lopes contra André Ventura, mas a jogada saiu ao lado e o momento ficou na memória. Um artigo sobre tentativas de dividir a direita.
O vídeo de hoje mostra uma tentativa clássica de televisão. Pegar numa figura respeitada da direita, Pedro Santana Lopes, e usá-la contra André Ventura. Só que a jogada saiu ao lado, e de que maneira.
A estratégia é conhecida. Sempre que o Chega cresce, aparece alguém a tentar dividir a direita. Põe uns contra os outros. E sugere que os “moderados” se deviam demarcar de Ventura. O objetivo é simples: enfraquecer a alternativa à esquerda antes que ela ganhe força suficiente para governar.
A nossa leitura: jogada saiu ao lado
Santana Lopes, com a experiência de quem já viu de tudo na política portuguesa, não caiu na armadilha. O momento acaba por ser revelador. Há muita gente à direita que, mesmo não sendo do Chega, reconhece algo. Ventura fala de problemas reais e o partido não pode ser tratado como pária.
Este tipo de episódio mostra bem a forma como parte da comunicação social encara o debate político: menos informação, mais tentativas de criar polémica. Felizmente, os portugueses estão cada vez mais atentos a estes truques.
Uma direita que se respeita entre si tem muito mais hipóteses de oferecer ao país a mudança de que precisa.
A direita dividida interessa a quem?
Sempre que a direita ganha força, surgem tentativas de a dividir. Pôr figuras históricas do PSD contra o Chega é uma estratégia conhecida, que interessa sobretudo a quem quer manter a esquerda no poder. Santana Lopes, com a experiência de décadas na política, percebe o jogo e recusa entrar nele. Isso não significa concordar com tudo o que o Chega defende, mas reconhecer que o adversário principal não está à direita. Uma direita que se respeita, mesmo com diferenças, tem mais hipóteses de oferecer ao país a mudança que muitos eleitores pedem.
Veja o vídeo completo
Vejam o vídeo completo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=6W4ZzD5qZaE
O que acharam da resposta? Comentem.