Afonso Gonçalves pergunta se é esta a nossa democracia, e a indignação dele é partilhada por muitos portugueses. Um artigo sobre confiança nas instituições e exigência cívica.
Afonso Gonçalves deixa neste vídeo do canal Desgoverno uma pergunta que muitos portugueses fazem a si próprios: é esta a democracia que queremos? O tom é de indignação perante aquilo que considera uma autêntica palhaçada.
A democracia não é só votar de quatro em quatro anos. É ter instituições que funcionam, políticos que prestam contas, justiça que atua igual para todos e uma comunicação social que informa sem escolher lados. Quando os cidadãos sentem que nada disso acontece, a confiança no sistema desaba.
O contexto político: Afonso Gonçalves
É isso que o vídeo transmite: a frustração de quem vê as mesmas caras, os mesmos esquemas e as mesmas desculpas repetirem-se ano após ano. De quem vê debates transformados em espetáculo e decisões importantes tomadas sem que o povo seja ouvido.
A pergunta de Afonso Gonçalves é legítima e merece resposta. Uma democracia saudável aceita críticas, aceita que novos partidos cresçam e aceita que os eleitores mudem de opinião. Quando uma parte do sistema reage a isso com desprezo ou com tentativas de silenciar, é sinal de que algo não está bem.
Defender a democracia é também exigir que ela funcione melhor.
A democracia que queremos
A pergunta de Afonso Gonçalves pode parecer simples, mas toca no essencial. Uma democracia não se mede apenas pela existência de eleições. Mede-se pela independência da justiça, pela liberdade de imprensa, pela transparência das instituições e pela capacidade de os cidadãos se fazerem ouvir entre eleições. Quando muitos portugueses sentem que nenhum destes pilares funciona como devia, a desconfiança instala-se. A resposta não é desistir da democracia, mas exigir mais dela. Mais escrutínio, mais participação e menos tolerância para os abusos de quem ocupa cargos públicos.
Veja o vídeo completo
Vejam o vídeo completo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=rS-QdcQnsfY
E para vocês, é esta a nossa democracia?