Na Ericeira gritam a André Ventura, mas para quem governou e deixou o país como está só há abraços e compreensão. Uma análise sobre indignação seletiva e memória política.
Ericeira: indignação seletiva
Neste vídeo do canal Desgoverno, André Ventura passa pela Ericeira. É recebido por um grupo de militantes da esquerda que não perdeu a oportunidade de o atacar. Até aqui, nada de estranho: numa democracia protesta-se, e ainda bem. O problema é a incoerência.
Estas mesmas pessoas que se indignam com o líder do Chega são as que durante anos aplaudiram, votaram e deram abraços a quem governou o país. A quem nos deixou a carga fiscal mais pesada de que há memória. Com hospitais sem médicos e escolas sem professores. E com jovens a fazer as malas para ir trabalhar lá para fora. A esses, nem uma palavra torta.
É curioso como a raiva é seletiva. Quem esteve no poder e falhou recebe compreensão. Quem está na oposição e denuncia as falhas recebe insultos. Esta dualidade diz muito sobre o estado da esquerda portuguesa: vive mais de ódio ao adversário do que de propostas para o país.
O vídeo mostra bem o ambiente. Há mais gritaria do que argumentos, mais slogans do que soluções. E isso, no fundo, é a melhor propaganda que André Ventura podia ter. Cada vez que a esquerda reage assim, mais portugueses percebem que o incómodo vem de quem não quer que nada mude.
Portugal precisa de debate sério sobre impostos, habitação, saúde e segurança. Precisa de quem tenha coragem de mexer no sistema. Os abraços a quem nos trouxe até aqui não resolvem nada.
Vejam o vídeo completo: https://www.youtube.com/watch?v=BwKh_qoO2zo
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