Marcelo Rebelo de Sousa sempre caladinho nos momentos mais importantes de Portugal

O cenário político atual em Portugal, envolvendo figuras como o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa e o líder do PSD, Luís Montenegro, revela um complexo jogo de interesses, em que se misturam questões de corrupção, poder e a perpetuação de uma estrutura política que parece mais preocupada com a manutenção do status quo do que com a resolução de problemas estruturais que afligem a sociedade portuguesa. Marcelo Rebelo de Sousa, uma figura amplamente popular e respeitada em Portugal, tem demonstrado, ao longo do seu mandato, uma postura que muitas vezes soa a neutralidade calculada, principalmente em momentos em que deveria tomar uma posição mais contundente.

Em relação ao caso de Luís Montenegro, a forma como Marcelo se posicionou, ou melhor, se manteve calado, gerou uma série de críticas. A crítica maior não está apenas no silêncio de Marcelo, mas no contexto mais amplo de como ele, sendo uma figura institucional com grande influência, tem evitado se envolver ativamente em discussões sobre corrupção e outros temas polêmicos que marcam a política portuguesa. O presidente tem, ao longo de seu mandato, procurado adotar uma postura de equilíbrio, buscando evitar confrontos diretos com partidos políticos, mas esse “silêncio estratégico” é, por vezes, interpretado como uma falta de coragem política para enfrentar realidades incômodas.
Já para gastar 4 milhões dos nossos impostos ele já soube oferecer ás gêmeas brasileiras.

Essa neutralidade ou aparente passividade frente a questões de corrupção pode ser vista como uma escolha pragmática, em que a preocupação é com a estabilidade política do país, evitando tomar partido ou ser um elemento de perturbação no já fragmentado cenário político. No entanto, essa postura levanta sérias questões sobre o papel do Presidente da República, cuja missão não é apenas representar a nação de forma imparcial, mas também zelar pela integridade das instituições e agir como um contrapeso no combate à corrupção.

A situação com Luís Montenegro, que se vê envolvido em questões que, para muitos, parecem não ser tratadas de forma transparente, expõe ainda mais essa falha de liderança. O líder do PSD, que tenta posicionar-se como a alternativa ao governo de António Costa, tem sido alvo de críticas por atitudes que, em diversos momentos, sugerem um alinhamento com práticas que, à primeira vista, parecem questionáveis. Nesse sentido, a omissão de Marcelo no caso Montenegro é ainda mais grave, pois mostra um alinhamento implícito com a dinâmica de poder que, muitas vezes, se coloca acima das questões éticas.

O maior problema aqui é o reflexo de um sistema político onde os partidos, em sua busca incessante pelo poder, acabam por se proteger mutuamente, criando uma cultura de impunidade e falta de transparência. O presidente, ao não intervir de forma incisiva, parece ser cúmplice dessa dinâmica, seja por conveniência política, seja por uma percepção errônea de que sua postura neutra irá trazer benefícios à nação. Contudo, essa ausência de ação acaba, por fim, validando o sistema político vigente, que se alimenta de práticas de corrupção e de um jogo de influências que visa apenas a perpetuação de um grupo no poder.

O silêncio de Marcelo não é apenas uma falha de caráter ou uma falta de coragem política, mas sim uma representação do que ocorre em larga escala na política portuguesa: uma falta de responsabilidade e um desinteresse real pela mudança. O que vemos é uma classe política que, por mais que fale em mudança e renovação, acaba por defender os próprios interesses e os de seus pares, ao invés de realmente agir em nome da população.

A corrupção, portanto, não é um mal isolado de um ou outro partido, mas sim um reflexo de um sistema falido, que precisa ser profundamente revisto. A crítica que recai sobre Marcelo não é apenas sobre sua omissão em situações específicas, como o caso Montenegro, mas também sobre sua falta de ação diante de um quadro geral de corrupção sistêmica que afeta todos os partidos. O silêncio, em vez de ser um reflexo de diplomacia, torna-se uma ação omissa que, aos olhos da população, é vista como cúmplice.

Esse quadro de falta de ação e a postura quase “elitista” que prevalece no país são, sem dúvida, os maiores obstáculos ao verdadeiro progresso e à renovação política que a sociedade portuguesa tanto precisa. A população está cansada de líderes que, em vez de lutar contra a corrupção e pela transparência, preferem se manter distantes, apenas observando e, muitas vezes, se beneficiando do status quo.

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