Vanessa Barata diz que quem não consegue vencer as ideias do Chega tenta agora ilegalizar o partido. Olhamos para o debate sobre proibir partidos e o que isso significa para a democracia.
Vanessa Barata e o debate sobre ilegalizar partidos
Vanessa Barata, do Chega, deixa neste vídeo publicado no canal Desgoverno uma frase que resume bem a estratégia de certos setores políticos: quando não se consegue vencer um adversário no campo das ideias, tenta-se afastá-lo na secretaria.
A conversa sobre ilegalizar ou proibir o Chega aparece de tempos a tempos, sempre vinda dos mesmos lados. É um sinal curioso de fraqueza. Um partido que conta com o voto de centenas de milhares de portugueses não se combate com proibições, combate-se com melhores propostas. E se essas propostas não aparecem, talvez o problema não esteja no Chega.
Há uma enorme contradição nisto tudo. Quem mais fala em defender a democracia é, muitas vezes, quem mais depressa quer calar quem pensa de forma diferente. Democracia é precisamente aceitar que os eleitores escolham, mesmo quando escolhem alguém de quem não gostamos.
Vanessa Barata toca num ponto que muitos portugueses sentem: o desprezo com que uma parte da elite política e mediática trata quem vota à direita. Como se esses eleitores fossem cidadãos de segunda, cujas preocupações com impostos, segurança ou imigração descontrolada não merecessem ser levadas a sério.
Querer ilegalizar ideias é admitir que se perdeu o debate. E os portugueses percebem isso.
Vejam o vídeo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=YfG_5rJp8Lg
Qual é a vossa opinião? Proibir partidos é defender a democracia ou atacá-la?