Não temos medo de André Ventura nem do Chega, garante José Carneiro, mas o tom diz muito sobre o nervosismo do PS. Olhamos para a nova relação de forças na política portuguesa.
“Não temos medo de André Ventura”: o que revela a frase
No novo vídeo do canal Desgoverno, comentamos as palavras de José Luís Carneiro, líder do PS. Garante que o partido “não tem medo” de André Ventura nem do Chega.
Vídeo completo: https://www.youtube.com/watch?v=mr42uDX6ek0
Quem não tem medo não precisa de o dizer
Quando um partido sente necessidade de repetir que não tem medo de outro, é porque o adversário já está a incomodar. O crescimento do Chega mudou o mapa político português e obrigou os partidos do costume a reagir.
Em vez de declarações para os microfones, esperava-se do PS uma reflexão séria. Sobre o que correu mal na habitação, na saúde e na imigração. E sobre os casos que mancharam a confiança nas instituições.
O medo que conta é o do eleitor
O que devia preocupar os partidos não é o medo uns dos outros. É o medo das famílias que não chegam ao fim do mês. É esse descontentamento que explica o voto, e é a ele que o PS continua sem responder.
Vejam o vídeo completo no canal Desgoverno e deixem a vossa opinião nos comentários. E força, Patriotas, que Portugal é nosso! 💚❤️🇵🇹
O nervosismo do PS
Quando um líder partidário sente necessidade de garantir publicamente que não tem medo de um adversário, isso diz muito sobre o momento político. O crescimento do Chega alterou a relação de forças no Parlamento e obrigou o PS a repensar a sua estratégia. Depois de anos a governar, o PS disputa agora eleitores onde antes se sentia seguro. Na classe trabalhadora e no interior do país. As declarações de José Luís Carneiro refletem essa pressão. O medo, ou a falta dele, mede-se sobretudo nos resultados eleitorais.