Anabela Reis diz que o seu vídeo é só para gente inteligente e não para pessoas do Chega, e a reação não se fez esperar. Olhamos para o desprezo pelo eleitor e as suas consequências.
O vídeo de Anabela Reis e a reação
Neste vídeo, reagimos a um vídeo de Anabela Reis. Logo no título, deixa claro para quem fala: “só para gente inteligente, não para pessoas do Chega”. O tema é a imigração, os apoios sociais e aquilo que a autora apresenta como desinformação.
Vídeo completo: https://www.youtube.com/watch?v=6XKeFdi9Izg
O problema do tom
Há uma discussão séria a ter sobre imigração, apoios sociais e a sustentabilidade da Segurança Social. Mas começar essa conversa a chamar burros a mais de um milhão de eleitores não é a melhor forma de convencer ninguém. É, pelo contrário, a razão pela qual tanta gente deixou de ouvir quem fala assim.
Esta superioridade moral é, aliás, um dos maiores combustíveis do crescimento do Chega: quanto mais os eleitores se sentem desprezados, mais firmes ficam no seu voto.
Discutir com respeito
No vídeo analisamos os argumentos apresentados e respondemos ponto a ponto, sem insultos. Os portugueses têm direito a questionar como é gasto o dinheiro dos seus impostos sem serem tratados como ignorantes.
Quem tem razão não precisa de humilhar quem pensa diferente.
Vejam o vídeo completo no canal Desgoverno e deixem a vossa opinião nos comentários. E força, Patriotas, que Portugal é nosso! 💚❤️🇵🇹
O desprezo que sai caro
Quando figuras públicas se dirigem aos eleitores de um partido com desprezo, acreditam talvez estar a defender valores. Mas o efeito é normalmente o contrário. Quem se sente insultado tende a reforçar a sua escolha, e quem estava indeciso percebe que há uma elite que o olha de cima para baixo. A democracia vive do respeito mútuo, mesmo entre quem discorda profundamente. É possível criticar ideias, propostas e líderes sem chamar ignorantes a centenas de milhares de pessoas. Quem não percebe isto acaba por ajudar exatamente aquilo que diz combater.