Camilo Lourenço: portugueses devem pagar portagens para o Governo distribuir mais?

Camilo Lourenço pergunta se os portugueses devem pagar portagens para o Governo ter mais para distribuir. Uma análise sobre impostos disfarçados e prioridades do Estado.

Pagar portagens para o Governo distribuir mais

No novo vídeo do canal Desgoverno, comentamos a posição de Camilo Lourenço sobre as portagens. O comentador defende que os portugueses devem continuar a pagá-las. A discussão envolve o fim das portagens em várias ex-SCUT, como a A22, proposto pelo Chega.

Vídeo completo: https://www.youtube.com/watch?v=dnJwdBKGJ08

Quem paga, afinal?

O argumento de quem defende as portagens é conhecido: quem usa a estrada deve pagá-la, e o Estado precisa dessas receitas. O problema é que os portugueses já pagam, e muito. Pagam no imposto sobre os combustíveis, no imposto único de circulação, no IVA e em tudo o resto. As portagens são, para muitos, uma taxa em cima de outras taxas.

No Algarve, a A22 foi durante anos um símbolo de injustiça. Foi construída como alternativa gratuita e passou a ser paga. O trânsito voltou para a EN125 e para estradas menos seguras.

Dinheiro não falta, falta é saber gastar

A pergunta que o vídeo deixa é simples: se o Estado cobra cada vez mais, porque é que os portugueses sentem cada vez menos retorno? Antes de exigir mais portagens às famílias e às empresas, convém olhar para o desperdício. Há subsídios sem base legal e despesa que ninguém consegue justificar.

Vejam o vídeo completo no canal Desgoverno e deixem a vossa opinião nos comentários. E força, Patriotas, que Portugal é nosso! 💚❤️🇵🇹

Portagens: um imposto com outro nome

As portagens são apresentadas como uma forma justa de pagar as estradas, cobrando a quem as utiliza. O problema é que, em muitos casos, as vias foram construídas com dinheiro público e fundos europeus, e os contratos de concessão garantem rendimentos muito generosos aos concessionários. Para quem vive no interior, sem alternativas rodoviárias decentes, as portagens funcionam como um imposto extra sobre a mobilidade. Camilo Lourenço levanta a questão certa: se o Estado arrecada tanto em ISP, IVA e outras taxas sobre o automóvel, porque é que o condutor continua a pagar tanto para circular?

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