Turismo de saúde: o problema que toda a gente conhece em Portugal, menos quem tem a obrigação de o resolver. Olhamos para o impacto no SNS e para quem paga a fatura.
Turismo de saúde: quem paga a conta
O vídeo aborda um tema pouco discutido, mas bem conhecido de quem trabalha na saúde: o “turismo de saúde”. Há não residentes que recorrem aos serviços públicos portugueses sem contrapartida proporcional. Entretanto, os contribuintes sustentam o sistema e esperam meses por consultas.
O vídeo resume bem a frustração de quem vê este problema de perto: toda a gente que trabalha no terreno sabe que existe, mas quem governa parece preferir não falar no assunto, talvez por receio de ser mal interpretado. O problema persiste sem solução à vista. E pede-se cada vez mais paciência ao “zé povinho”, como diz o vídeo. É o cidadão comum que paga os impostos, mas não tem voz na gestão do sistema de saúde.
Não se trata de negar acesso a cuidados de saúde a quem deles precisa – trata-se de exigir gestão responsável e critérios claros sobre comparticipação e elegibilidade, para que o sistema continue sustentável para quem contribui para ele todos os meses. A transparência sobre este tema, em vez do silêncio confortável de sempre, seria um primeiro passo simples e justo.
Vale a pena ver o vídeo completo sobre este tema pouco falado:
Link direto: https://www.youtube.com/watch?v=bfOft0vbsz4
Um problema que toda a gente conhece só continua por resolver enquanto ninguém com poder decidir quiser falar dele.
O SNS tem de servir primeiro quem o sustenta. É uma questão de justiça e de bom senso.