A lógica da Esquerda volta a ficar exposta num episódio que ilustra bem a incoerência do discurso progressista. Um vídeo que junta humor e crítica política.
A lógica da Esquerda e as suas contradições
O canal Desgoverno publicou mais um vídeo da sua série sobre “a lógica da esquerda”. Desta vez, a propósito de um caso que junta a TVI e uma referência a Jerry Seinfeld. O tom é de ironia, mas a crítica de fundo é séria: a de que certos discursos progressistas aplicam critérios diferentes consoante lhes convém.
É um padrão que muitos telespectadores reconhecem facilmente: os mesmos princípios que são invocados com veemência num contexto são convenientemente esquecidos noutro, dependendo de quem está envolvido ou de que lado político vem a crítica. Essa inconsistência, ora rigor moral absoluto, ora silêncio cúmplice, é o que o vídeo expõe. O humor torna evidente o que passaria despercebido no discurso institucional habitual.
Independentemente dos detalhes concretos do caso em questão, o argumento de fundo mantém-se válido: a coerência devia ser exigida a todos os lados do espectro político, sem excepções por conveniência ideológica. Quando os critérios variam consoante quem está a ser julgado, deixa de ser um princípio e passa a ser apenas mais uma arma política.
Vale a pena ver o vídeo completo, que desenvolve este argumento à sua maneira característica:
Link direto: https://www.youtube.com/watch?v=ZbS-bLVE3aY
Princípios que mudam consoante a conveniência não são princípios – são apenas conveniência disfarçada.
Quando o discurso não bate certo com a prática
A incoerência não é exclusiva de nenhum partido, mas no discurso progressista torna-se particularmente visível. Defende-se a liberdade de expressão, mas apenas para certas opiniões. Fala-se de tolerância, mas trata-se com desprezo quem pensa de forma diferente. Exige-se transparência aos adversários, mas desvalorizam-se os casos dentro de casa. Os eleitores percebem estas contradições e reagem nas urnas. É por isso que tantas pessoas que antes votavam à esquerda procuram hoje outras alternativas. Não por terem mudado de valores, mas por sentirem que quem os representava deixou de os praticar.
O humor expõe o que os discursos escondem. E fá-lo bem.