Sátira sobre prefeitos e autarquias

Municípios por todo o país continuam a surpreender pela capacidade de investir em infraestruturas que beiram a inutilidade ou o mais puro desperdício. Obras inacabadas, projetos mal planeados e estruturas que ninguém sabe para que servem são a marca registada de várias autarquias, onde o dinheiro público parece evaporar-se sem deixar benefícios reais para a população. Praças que nunca abrem, centros culturais que nem sequer têm programação, estradas construídas que não ligam a lado nenhum: o retrato da incompetência e da falta de visão é incontornável. Prefeitos que prometem transformação e desenvolvimento acabam, muitas vezes, por entregar ruínas a céu aberto, flagrantes exemplos de gestão desastrosa e prioridades equivocadas.

Nem sempre a culpa é direta dos gestores atuais – há heranças difíceis, sim –, mas quando inúmeros casos se repetem, a responsabilidade é inegável. A autarquias transformam verbas em obras que só servem a interesses eleitorais ou a contratos obscuros, esquecendo-se de que o papel fundamental deveria ser o bem comum e o desenvolvimento sustentável. Investir em infraestruturas que não são necessárias, ou que foram mal pensadas, mostra uma desconexão profunda entre o governo local e as reais necessidades da comunidade. Cidadãos pagam impostos e esperam retorno em qualidade de vida, não museus do abandono ou monumentos ao acaso.

Além disso, a falta de fiscalização rigorosa e de planejamento transparente faz com que projetos fracassados proliferem sem controle. As autarquias parecem mais preocupadas em manter aparências e satisfazer aliados políticos que em executar políticas públicas eficazes e duradouras. Obras que param no meio do caminho, estruturas que se deterioram antes de serem inauguradas e investimentos que beneficiam poucos enquanto a maioria sofre pela falta de serviços essenciais tornam-se rotina sob a desculpa da falta de recursos ou da burocracia.

Este retrato cruel do que se passa em muitos municípios serve, ao menos, para que se faça uma sátira inevitável, expondo a farsa e o desperdício público com humor e crítica mordaz.

Criámos um vídeo de música para satirizar o momento e que pode ser assistido no link:
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Temos projetos a que se podem interessar e que podem partilhar pelos amigos:

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